sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Irei eu?



E pra onde fores, ó criatura desalmada
Será que irei eu?...

Posto que arremessaste meu coração
E deste ás feras que ávidas passeiam...
E de um lado a outro, pedem comoção
Carne dê a elas, as feras esperneiam...

E pra onde fores, ò criatura desalmada...
Será que irei eu?...

Já que com usura cobraste tanto dolo
Desse pedaço de sentimento talhado...
E nem sua desculpa serve de consolo...
Pra um ser que cansou de ter amado...

E pra onde fores, ó criatura desalmada...
Será que irei eu?...

Se em meu travesseiro derramo divas
Gotas que um dia foram só felicidade...
E em meu seio, nem mantenho vivas...
O que alimentava minha curiosidade.

E pra onde fores, ó criatura desalmada...
Será que irei eu?...

Pois que nas palavras, passou o vento...
Levando consigo, estúpidas promessas...
Então descobri que meu único intento
Converteu-se em tolices que arremessas...


Arremessas às feras, o meu coração!

E pra onde fores, ó criatura desalmada...
Não irei eu...
Não mais!
[Morena Luz**]

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